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Análise | Paper Mario: The Thousand-Year Door (2024)

Paper Mario: The Thousand-Year Door é um relançamento de um clássico do GameCube, lançado originalmente em 2004. Este título foi aclamado como um dos melhores jogos do console e é o segundo jogo da série Paper Mario. Embora eu nunca tenha jogado a versão original, é notório que ele envelheceu como vinho entre os fãs da Nintendo, que o consideram um clássico absoluto. Fiquei extremamente feliz quando foi anunciado na Nintendo Direct que o jogo receberá uma nova versão e finalmente pude descobrir se o jogo é isso tudo mesmo.

A corrida por um tesouro

Nossa jornada em Paper Mario começa com uma narração que nos introduz à lenda da “Thousand-Year Door”. Segundo a história, havia um reino próspero onde as pessoas viviam muito felizes, no entanto, uma tragédia caiu sobre o reino e em uma única noite, ele afundou no mar. Com o passar dos anos, uma nova cidade foi construída sobre as ruínas submersas do antigo reino. Esta nova cidade ficou conhecida como “Rogueport”.

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O que ninguém sabia é que, sob Rogueport, jazem as ruínas daquela civilização antiga, juntamente com um grande tesouro. Logo a história nos apresenta a Princesa Peach em uma visita turística à cidade, que mais se assemelha a um porto sujo e destruído. Durante sua visita, um vendedor lhe oferece uma caixa misteriosa que só pode ser aberta por alguém de coração puro. Ao interagir com a caixa, Peach encontra um mapa e decide enviá-lo a Mario, pedindo sua ajuda para localizar o grande tesouro.

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Mario decide ir até Rogueport para encontrar a Princesa Peach, mas logo descobre que ela foi sequestrada por um grupo chamado X-Nauts. Determinado a resgata-la, ele continua a busca pelo tesouro indicado no mapa. Para isso, Mario contará com a ajuda de diversos personagens extremamente carismáticos e engraçados ao longo de sua jornada, que os levará até a “Thousand-Year Door” mas porta que guarda o tesouro só pode ser aberta após a coleta das sete “Crystal Stars” ou estrelas de cristal.

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A narrativa de Paper Mario é dividida em um prólogo e oito capítulos. A história é contada através de diálogos bem escritos entre os personagens, repletos de momentos bem-humorados e hilarios. O jogo apresenta um elenco de personagens, tanto conhecidos quanto novos, que enriquecem significativamente a experiência. No entanto, nem todos poderão aproveitar a história por completo, já que o título não possui legendas em português.

A luta por um tesouro

A estrutura da campanha é dividida em capítulos, cada um representando um mundo diferente, contendo uma masmorra repleta de puzzles, sub-chefes e chefes. Além disso, cada capítulo tem sua própria trama que se desenrola enquanto buscamos as Estrelas de Cristal desse mundo.

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Paper Mario busca apresentar muitas mecânicas novas entre os capítulos, tanto no combate quanto na exploração. Constantemente, somos introduzidos a novas habilidades que mudam a forma como exploramos os mundos, incentivando o retorno a áreas já concluídas em busca de recompensas adicionais.

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O combate é em turnos e é excelente, permitindo lutar em dupla contra uma grande variedade de inimigos com ataques e comportamentos únicos. Mario é um personagem fixo no grupo, mas o segundo personagem pode ser escolhido entre sete personagens secundários, cada um com habilidades e ataques distintos. Além disso, muitos dos golpes dos personagens envolvem mini-games, nos quais acertar o “timing” correto garante um bônus de dano. Temos desde ataques básicos até especiais que consomem “Flower points”, que funcionam como mana no jogo, e um grande especial que utiliza a “Star Power”.

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Em Paper Mario, a Nintendo fez uma escolha ousada ao priorizar a diversão em vez do desafio, e posso dizer que valeu a pena. Paper Mario: The Thousand-Year Door está longe de ser um jogo difícil, seus puzzles requerem um pouco de criatividade e o combate é tranquilo uma vez que você domina o “timing” dos ataques. O que realmente garante a diversão é a variedade de situações que o jogo apresenta, alguns chefes têm mecânicas únicas, como uma que envolve a participarmos de um quiz, onde devemos responder corretamente a uma série de perguntas para derrotá-lo. Essa mudança de ritmo é muito divertida e surpreende o jogador.

Paper Mario: The Thousand-Year Door e seus sistemas

Veja bem, o jogo busca possuir sistemas acessíveis, não exigindo que o jogador consulte diversos guias para montar seu grupo de forma eficiente. Como o desafio do jogo é modesto, a ênfase dos sistemas está em proporcionar uma boa variedade de opções ao jogador. Podemos evoluir Mario e seus aliados para que ganhem novas habilidades conforme sobem de nível, além de ganharmos novas habilidades para a exploração conforme avançamos na campanha.

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A progressão é simples, mas eficiente. Ao ganharmos batalhas, reunimos star points e ao atingirmos 100, subimos de nível. Nesse momento, podemos escolher evoluir 3 atributos diferentes: nossos Heart Points, Flower Points ou Badge Points. Não existe escolha certa ou errada; o jogador opta pelo que mais se adequa à sua forma de jogar, o que é excelente para personalizar a experiência.

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É importante destacar os “Badge Points”, esses são importantes de serem evoluídos, pois Badges são itens que encontramos ao longo da exploração do mundo e que também podemos adquirir em lojas. Essas Badges podem ser equipadas para garantir vantagens aos personagens, como aumento de dano, defesa ou novas habilidades. Portanto, investir em”Badge Points”, apesar de não ser obrigatório, é recomendado para aumentar a variedade na jogabilidade.

Paper Mario também possui um sistema de itens, incluindo clássicos como o cogumelo vermelho e a flor de fogo, entre outros. Esses itens podem ser utilizados em combate para diversas finalidades: curar, aumentar o ataque ou causar dano em área aos inimigos. Cada um deles é extremamente útil em diferentes situações e seu uso é incentivado, já que são fáceis de obter. No entanto, o inventário limitado exige uma gestão cuidadosa dos recursos disponíveis.

Aspectos técnicos e trilha sonora

Paper Mario em uma tradução literal significa Mario de Papel e é na parte do “papel” que a direção de arte do título focou. Todo o visual do jogo é construído e se comporta como papel: os personagens parecem figurinhas, as janelas de carregamento iniciam com papel sendo amassado e os ambientes internos se abrem para mostrar seus interiores. Essa apresentação é única e executada com uma maestria impressionante. Além disso, a direção de arte proporciona excelentes cenas com iluminação e cenários muito únicos, adicionando ainda mais charme ao jogo.

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Mas isso vai além de ser apenas um recurso de direção de arte e gráficos. Os desenvolvedores aproveitaram esse estilo para criar mecânicas de jogo únicas, todas baseadas em papel e fundamentais para a exploração. Por exemplo, podemos “nos dobrar” até nos transformarmos em aviões de papel, facilitando a travessia de grandes distâncias. Além disso, podemos soprar partes de papel na parede para revelar novas passagens e até mesmo usar nossa “finura” de figurinha para passar por aberturas estreitas, é uma demonstração constante e incrível de criatividade em um jogo só.

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Toda esse demonstração artistica na parte visual merece uma trilha sonora no mesmo nível, as músicas são excelentes, alguns sons clássicos de outros jogos do mário também estão presentes e toda a sonoplastia do sons vindo do “papel” também estão presentes, papel rasgando e sons similares são bem comuns durante a experiência. Todo esse conjunto da obra rodou sem problemas tanto no modo portátil quanto na televisão. Além disso, não presenciei bugs ou glitches em minhas 23 horas de jogo, isso demonstra a qualidade e a atenção aos detalhes por parte dos desenvolvedores, garantindo uma experiência fluida e imersiva do início ao fim.

Vale a pena comprar Paper Mario: The Thousand-Year Door?

Com certeza, tanto para os novos jogadores quanto para os veteranos, a nova versão de Paper Mario é obrigatória no Nintendo Switch. Seja pelos seus fatores técnicos ou pela jornada envolvente que apresenta, o jogo é excelente e mantém o jogador entretido o tempo todo, sem prolongar desnecessariamente a aventura ou sobrecarregar com missões secundárias ou grinding.

Paper Mario: The Thousand-Year Door é exatamente tudo o que falaram e devo dizer que falaram pouco. Agora, com essa nova versão disponível para um console mais moderno como o Nintendo Switch, a recomendação é clara para adultos e crianças. A única ressalva é a falta de legendas em português do Brasil, o que poderia ampliar ainda mais o alcance do jogo.

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