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Crítica de Asteroid City | Um teatro vazio dentro de outro filme vazio

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Asteroid City é o novo filme do diretor Wes Anderson, conhecido por seu trabalho em O Grande Hotel Budapeste e Os Excêntricos Tenenbaums. O diretor é conhecido por trazer à tela personagens excêntricos e cenas intrigantes. No entanto, em Asteroid City, esses elementos são apresentados de uma maneira que pode confundir os telespectadores, deixando-os com mais perguntas do que respostas.

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A história de Asteroid City possui duas camadas. A primeira, em preto e branco, revela os bastidores do processo criativo de Conrad Earp, interpretado por Edward Norton, e seus questionamentos sobre o projeto. Durante esses momentos, a narração fica ao encargo do ator Bryan Cranston (Walter White – Breaking Bad). Já os momentos coloridos e extravagantes ocorrem na peça teatral “Asteroid City”, que apresenta os moradores singulares de uma pequena cidade do interior nos Estados Unidos, que surgiu após a queda de um meteorito e a formação de uma cratera no meio do nada em 1955.

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A trama da peça gira em torno de Augie (Jason Schwartzman) e seus quatro filhos, sendo três filhas pequenas e o jovem Woodrow. Este último parte para o meio do nada a fim de participar de um concurso de astrônomos mirins na cidade de Asteroid City. Nesse momento, outras pessoas também estão indo para a cidade, mas acabam obrigadas a permanecer em quarentena devido às circunstâncias.

O elenco de Asteroid City conta com nomes de peso, como a atriz Scarlett Johansson, que interpreta a atriz Midge Campbell, e acaba formando um par romântico com Augie. Tom Hanks interpreta o sogro de Augie e Steve Carell é o responsável pelo hotel. A produção reúne diversos talentos renomados.

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Apesar do elenco de qualidade, a produção peca ao alternar constantemente entre a peça teatral “Asteroid City” e os bastidores, mostrando os processos e sentimentos de Conrad Earp. Essas mudanças de enfoque tornam-se exaustivas, desconectando o público e diminuindo o interesse pelos personagens apresentados. O filme com duração de 1 hora e 52 minutos transmite a sensação de ser muito mais longo do que realmente é, tamanho o cansaço provocado por essas transições.

Vale a pena assistir Asteroid City?

Asteroid City traz a marca do estilo do diretor, mas é indiscutivelmente uma de suas produções mais confusas. O humor e os personagens excêntricos estão presentes, porém, o filme deixa a sensação de vazio e dificilmente agradará à maioria dos telespectadores. Talvez isso possa afastar o interesse das pessoas em explorar as outras obras do diretor.

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